FASES DA VIDA
"O que se diz a criança, o que se ensina a criança, não a impressiona. Mas como você realmente é, se você é bom e expressa esta bondade em seus gestos ou se você é bravo ou raivoso o expressa isso em seus gestos, em suma, tudo que você mesmo faz prossegue dentro da criança. Isso é essencial. Acriança é, toda ela, um órgão sensorial, ela reage a todas impressões que são estimuladas nela por outras pessoas. Portanto é essencial que não se pense que a criança seja capaz de aprender (pela razão) o que é bom, ou que é ruim. Mas é essencial que se saiba que tudo que é feito na proximidade da criança é transformado no organismo infantil em espírito, em alma e em corpo. A saúde da criança durante toda a vida vai depender de como nos portamos em sua proximidade. As tendências que a criança desenvolve dependem de como nos comportamos perto dela."
Rudolf Steiner
Todos os seres humanos são iguais do nascimento à morte. Na concepção dá-se a chegada da individualidade, o espírito que acompanhará o ser humano até sua morte física.
Na gestação o ser humano possui uma profunda ligação com a mãe e sente-se protegido para iniciar o seu desenvolvimento como ser humano.
No parto nasce o novo ser, o primeiro grito é a primeira manifestação audível de que “estou aqui”. Educação é autoeducação dos pais. A criança penetra num ambiente novo, tem que se acomodar a ele, aprender sobre esse mundo. Podemos considerar a infância da vida dos zero aos 21 anos.
0 – 7 anos
A criança comunga com o mundo. É permeável a tudo que a circunda. Os 3 primeiros anos de vida são a fase de maior aprendizado do ser humano.
Andar: verticalidade.
Falar: base de toda
comunicação.
Pensar:
Associação de ideias. Serão à base de todo desenvolvimento posterior. A criança
forma seu instrumento para melhor poder tocá-lo durante toda sua vida. Aos 3
anos a criança tem a primeira consciência do EU.
Percepções
sensoriais vão despertando a criança para o mundo. Estímulos adequados.
Importância do brincar e dos brinquedos. Essas impressões serão a base para
futura ligação com a Terra, com os reinos da natureza.
Até
mais ou menos 3 anos a criança leva tudo à boca para internalizar esse mundo
(interiorizar). Devem passar por estas vivências para se ambientar ao mundo.
Através da repetição, a criança aprende pelas vivências que ela tem. Não pelo
intelecto, e sim por imitação tendo vivências intensas e longas. O adulto dando
o exemplo e dessa forma a criança aprende os hábitos humanos, quer imitar o
mundo adulto.
O
mundo vem à criança através de seus sentidos e ela quer se orientar com sua motricidade. Quer conquistar tudo com
suas mãos e boca, com prazer inventar mil coisas para conquistar o espaço,
domínio do corpo.
Imitação:
Adultos como exemplo. Recriminação não adianta. Pais são exemplos, isso exige
autoeducação. A criança está totalmente aberta, o ambiente simplesmente a
permeia, inconscientemente imita o que percebe ao seu redor.
O
mundo é bom. Confiança e admiração no mundo e nas pessoas. Alimentação e sono
adequados à criança pequena.
Ritmo e rotina: harmonizam
a vontade.
Percepções
sensoriais vão despertando a criança para o mundo. Estímulos adequados.
Importância do brincar e dos brinquedos. Essas impressões serão a base para
futura ligação com a Terra, com os reinos da natureza. Contos de fada. Imitação,
os adultos como exemplo. Recriminação não adianta. Pais são exemplos, isso
exige autoeducação. A criança está totalmente aberta.
O mundo é bom.
Confiança e admiração no mundo e nas pessoas. Alimentação e sono adequados à
criança pequena. Ritmo e rotina:
harmonizam a vontade.
7 – 14 anos
Base
para o amadurecimento psicológico do indivíduo. Nova fase, a criança sai do
ambiente doméstico, familiar e vai para a escola grande. Começa uma
interiorização, não mais aquela entrega e abertura total com o ambiente, mas
uma vida interior mais intensa, troca maior com o ambiente, como um grande
respirar: interiorização/exteriorização. Não só ar, mas o mundo inteiro ao seu
redor.
Autoridade amada:
elemento mágico da educação. Uma postura de autoridade com amor, a criança quer
ser orientada, quer admirar o mundo adulto. Busca de identificação.
Atitude
básica a ser cultivada nesse setênio: devoção e veneração. Uma atitude
“religiosa” perante os reinos da natureza.
Aos 9 anos: vivência do EU no nível do sentir.
Autoridade
amada: elemento mágico da educação. Uma postura de autoridade com amor, a
criança quer ser orientada, quer admirar o mundo adulto. Busca de
identificação.
Através
da arte a criança abre os olhos para o mundo, é belo. Nesta fase se fundamentam
os costumes e hábitos (alimentares, higiênicos, oração). Leitura de biografias
de grandes mestres da humanidade, que inspirem confiança na vida, modelos nos
quais possamos nos basear.
14 – 21 anos
Fase
do amadurecimento social do indivíduo. Puberdade como o limiar, até então o ser
humano é mais cósmico e espontaneamente ligado à natureza. Agora se liga
profundamente à terra, torna-se um cidadão terreno, capaz de atuar na sociedade
- viver seu destino.
Fase
de grandes desafios. Transformações internas, corpo em transformação.
Descoberta da diferença entre os sexos. Ficar só e me encontrar no grupo (como
num movimento respiratório). Fase social: onde abro mão de minhas coisas porque
o grupo é mais importante (renúncia), muito emotivo.
O mundo é verdadeiro.
Verdade, o jovem aberto e perspicaz. Busca diferenciar o que é verdade do que é
ilusão. Formação ideológica do indivíduo.
Altos e baixos: Fase
de turbulências. Busca a veracidade, honestidade, o autêntico. Fase de muitas
dúvidas. O jovem quer compreender e não só armazenar conhecimentos.
Drogas:
Fuga. O indivíduo querendo voltar àquela situação paradisíaca em que “eu e o
mundo” somos um só.
21 anos:
Crise de identidade, maioridade. Muitos jovens precisam se libertar da imagem
dos pais para conseguirem serem eles mesmos, às vezes com conflitos. Nova fase
no relacionamento com os pais. O diálogo de igual para igual torna-se
necessário, mas como ainda não há a maturidade total dos 21 anos, a liberdade
que os jovens exigem nessa fase deve entrar gradativamente e ser balanceada
pela responsabilidade.
Acompanhar
como um bom amigo (juntos conquistar algo novo). Fazê-los sentir que são livres
(liberdade com responsabilidade).
Levar
o jovem a sério, levar o jovem à atividade (tomar parte na sociedade), não dar
ênfase ao materialismo, busca da espiritualidade.
Dias
de hoje o jovem em geral não esta nem aí (caos). Não é fácil encontrar-se. Esta
procurando a si mesmo. Quem sou? De onde venho? Qual minha tarefa no mundo?
Pais
apressados, angustiados, devem trabalhar profundamente a calma, e assim colher
frutos maduros.
Princípio educativo:
liberdade x responsabilidade (liberdade externa e liberdade interna, respeito
pelo jovem).
Ajudar
o jovem a perceber o sentimento. Estou aqui e com minha potencialidade posso
modificar o mundo. Tomar a vida nas próprias mãos.
Sociedade atual:
distração, sofrer é bobo, pressa, superficial. Vazio em relação ao sentido da
vida. Paralisia da vontade, inanição da alma.
Vontade
não é palpável, semente de algo: futuro.
Simpatia + vontade:
atino.
Antigamente,
não era tão explicado e sim contado através de imagens.
E a
força da vontade, preservação, vida.
Planejar como realizar:
qual proposta de vida.
Apoio terapêutico:
ajuda na busca do silêncio interior.
Dr. Aranha, médico antroposófico, fala sobre a preparação espiritual para o nascimento de um bebê mesmo antes da concepção
Assim que a mulher descobre que terá um filho, um sentimento solene desperta: o de que a ela foi dada uma tarefa muito importante, de que nela se opera uma vontade divina. E assim ela se abre em devoção a esse ser que está por vir, renuncia a seus desejos muitas vezes, abre mão de confortos e vaidades. Mas, antes mesmo desse momento, antes mesmo da concepção, a criança já existia como indivíduo no mundo espiritual. Não era visível fisicamente, mas já estava lá. De acordo com Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, pode-se dizer que da mesma maneira que o pai e a mãe se preparam, aguardam e sonham com a chegada dessa criança, aquele espírito também se preparou ao escolher seus pais, os que tornarão possível sua vinda e estadia aqui na Terra.
Nos tempos antigos, as mães eram profundamente conectadas com a criança que estava por vir. Não é à toa que nos deparamos com contos de fada em que a chegada de uma criança é anunciada muito antes da gravidez por todo tipo de seres. Em A Bela Adormecida, por exemplo, um sapo anuncia à rainha que ela dará a luz a uma linda menina. E, claro, há a Bíblia, em que Maria recebeu esse anúncio pela voz de um anjo.
Esse momento mágico, quando a mulher percebe a aproximação de um ser antes mesmo que sua primeira célula exista, foi retratado por artistas como Rafael e Leonardo da Vinci. Naqueles tempos, esse sentimento tinha um enorme significado. Mesmo nos dias de hoje, em que somos mais terrenos, há mulheres que encontram seus filhos em sonhos bem antes do nascimento. E, ao finalmente verem a criança, percebem que se parece muito com o que sonharam. Atualmente, o último lampejo do que acontecia a séculos atrás pode ser reconhecido, talvez, no repentino desejo de uma mulher ter um filho. Mas essa vontade surge de uma maneira tão delicada que pode facilmente ficar encoberta por medos, vaidades e inseguranças.
Cria-se uma enorme diferença quando colocamos a vontade da criança em primeiro plano, quando consideramos que ela escolheu seus pais, sua família e até mesmo o momento do seu nascimento como a melhor hora para que realize tudo o que precisa aqui cumprir. Se considerarmos apenas uma vontade de pais e médicos, muitas vezes baseada em questões financeiras, conveniências, preconceitos ou modismos, teremos consequências ao longo da vida desse novo ser. A criança que anuncia sua chegada, escolhendo seus pais em um determinado momento, não compreende, naturalmente, essas razões. Apenas sentirá a resistência ou oposição à sua vinda. E esse sentimento vai afetar seu desenvolvimento mais tarde, não importa o que se passe de fato. Cabe a nós, portanto, ampliarmos nossa consciência e estender um tapete vermelho para esse ser desde os tempos em que ele é apenas um sonho, apenas um lampejo. Estender um tapete vermelho de boas-vindas aos que escolheram povoar esse planeta através de nós.
Por Antonio Carlos de Souza Aranha, médico antroposófico
Imagem Ruth ElsässerI
Fonte: http://antesqueelescrescam.com/2014/04/09/seu-filho-escolheu-voce-e-isso-muda-tudo/
TERAPIA DE CASAL
É uma terapia breve. Com, aproximadamente, 10 a 12 sessões e que visa restabelecer o diálogo e clarear a relação.
Como numa crise o diálogo fica prejudicado e geralmente, acaba em briga ou recusa de um ouvir o outro, o objetivo é dar voz a cada um e restabelecer a conversação.
Não são trabalhados conflitos individuais dos parceiros e nem tem como objetivo separar ou unir o casal. É feito um mapeamento da crise, das insatisfações de cada um dentro do vínculo, para que o casal veja se, atrás de toda a crise, sobra vontade, desejo de continuar a relação. Se o vínculo amoroso está preservado, o prognóstico é bom.
Para um projeto de vida comum, do casal, há perdas e ganhos para ambos. Em alguns aspectos um cede, em detrimento do outro. Tudo deve ser concordado e decidido em comum para dar certo, para não haver frustrações e cobranças futuras.
Na vida de casal, não dá para os dois parceiros fazerem tudo que almejam para si, pois há oportunidades, desejos, momentos e interesses diferentes. Mas, no cômputo geral, ambos devem ficar satisfeitos e terem consciência que fizeram conquistas em alguns setores, tiveram vantagens em outras, e que abdicaram de muitas em detrimento do projeto comum.
A traição (salvo em acordos diferentes entre casais), geralmente é vista como algo inaceitável, que causa sofrimento, perda da confiança no parceiro que traiu e que pode levar ao rompimento da relação.
Sempre é assim? Não, pode haver continuidade se houver vontade de ambos em permanecer na relação, se ainda houver amor, se houver perdão e com o tempo, for restabelecida a confiança.
Há sempre, por parte da pessoa traída, sentimentos como raiva, tristeza, decepção, etc. Esses sentimentos podem ser superados se houver um passado compensador, se a pessoa traída sentir firmeza no arrependimento do parceiro e firmeza na sua intenção em preservar a relação e se o amor não ficou seriamente danificado.
A confiança fica por um tempo comprometida, visto que é algo que não se ganha, se conquista. Uma relação sem confiança não se mantém por muito tempo e por isso, os parceiros, se quiserem permanecer juntos, devem restabelecê-la.
O parceiro traído precisará de um tempo para voltar a confiar. E o outro parceiro deve mostrar que é confiável e compreender possíveis recaídas na falta de confiança. Aquele que traiu deve saber que o parceiro levará um tempo para voltar a confiar.
Outro requesito indispensável é o perdão. Fica muito difícil a continuidade da relação se a traição não puder ser perdoada (não há qualquer conotação religiosa nesse perdão). É simplesmente avaliar que você quer e que vale a pena continuar e assim, superar, botar uma pedra em cima. Apesar de ao traído parecer injusto ser traído e, para a relação poder continuar, ele não poder se vingar pagar na mesma moeda, etc., e sim perdoar, é somente dessa forma que a relação tem chance de se manter.
Restabelecido o diálogo, passa-se a outro aspecto importante:
Restabelecer O PROJETO DE VIDA.
Sem um projeto de vida (sonhos, aspirações, intenções, objetivos) comum, não há vida de casal que valha a pena. Deve existir a concordância dos dois parceiros, senão, não há possibilidade: tentar saber como fazer algo, que envolva vocês dois, para clarear a situação atual e restabelecer o diálogo que, agora, está prejudicado.
Autor desconhecido
A MORTE DO PAI
O momento em que um pai morre é um dos mais complexos na vida de uma pessoa. Não importa quantos anos tenhamos ou quão bom ou ruim esse relacionamento tenha sido com o pai. Mesmo um pai distante ou ausente deixa um vazio profundo e uma série de sentimentos e emoções difíceis de processar.
Quando nosso pai morre, precisamos nos reposicionar mentalmente no mundo. Por um tempo, o lugar que ocupamos no planeta se torna um pouco difuso. Nós também temos que modificar nossa autopercepção. Sem o nosso pai, não somos iguais a antes.
Embora o habitual seja que tenhamos mais apego e proximidade com nossa mãe, a verdade é que o pai é uma figura que está sempre no horizonte. Mesmo quando não está lá, sua presença brilha no pano de fundo. É um guia e protetor, embora não o guie ou proteja. Nossa mente colocou nesse papel, mesmo sem perceber.
Somos nós quando temos um pai e outros quando nosso pai morre. Não importa se temos 30, 40 ou 50 anos no momento em que o evento ocorre. Enquanto nossos pais estão vivos, uma parte de nós continua a viver na infância. Nós sentimos que nossa vida é liderada por outro ser.
No momento da morte do pai, um pequeno terremoto ocorre em nossa identidade. Nós somos aqueles que lideram as gerações que nos seguem. Isso assusta e gera uma sensação de solidão.
De qualquer forma, essa perda certamente irá doer intensamente por um bom tempo. Ao longo dos meses e anos, será mais tolerável. O mais aconselhável é entender que o sofrimento puro e duro antes da morte do pai é uma fase perfeitamente normal. Podemos ter 50 anos, mas mesmo assim vai doer, vai nos assustar.
A psicóloga Jeanne Safer recomenda dedicar um tempo para refletir sobre o legado que nosso pai nos deixou. E faça basicamente cinco perguntas: o que eu recebi do meu pai? O que eu quero manter disso? O que eu quero descartar? O que eu me arrependo de não ter recebido? O que eu gostaria de dar e não dizer?
Tudo isso permite identificar onde estão as fraturas e vazios. Isso, por sua vez, ajuda a gerar estratégias para processar essas lacunas e interrupções. Quando nosso pai morre, novas veias de crescimento também se abrem. O mais inteligente é tirar vantagem deles.
Do original publicado no site https://lamenteesmaravillosa.com/
PEDAGOGIA WALDORF
A nossa escola
A pedagogia WALDORF foi fundada exatamente para auxiliar os seres humanos na época da consciência, visa estimular a ética individual fazendo com que o ser humano saia da escola aos dezoito anos querendo verdadeiramente no seu íntimo, ser uma pessoa ética e moral. Esse é o cerne da pedagogia.
Nossa proposta respeita o aluno, oferecendo-lhe conteúdos necessários para seu desenvolvimento de acordo com a etapa em que está.
A meta é que as crianças amadureçam naturalmente, através do desenvolvimento de capacidades básicas, e que isso favoreça a formação de indivíduos decididos, cheios de imaginação e criatividade, com senso de responsabilidade social, percepção aguçada e pensamento claro, além da capacidade de avaliar as situações da vida e o sentimento pleno de estar vivo, presente e atuante.
Jardim de Infância (O mundo é bom)
Na pré-escola são desenvolvidas atividades em um espaço amplo, onde
as crianças, em meio a árvores, flores e uma hortinha para cada grupo,
podem conviver com a natureza. O ambiente das salas de aula propicia
o desenvolvimento da fantasia e o trabalho do professor visa estimular a
criatividade da criança e a prontidão para a aprendizagem.
as crianças, em meio a árvores, flores e uma hortinha para cada grupo,
podem conviver com a natureza. O ambiente das salas de aula propicia
o desenvolvimento da fantasia e o trabalho do professor visa estimular a
criatividade da criança e a prontidão para a aprendizagem.
Ensino Fundamental (O mundo é belo)
Nossa pedagogia pretende educar o ser humano através da arte. Todas as
atividades tem o elemento artístico como base e através desse elemento
procura-se desenvolver o conhecimento que vai atuar no pensar do aluno de
forma geral, estimulando seu amor ao próximo e respeito pela natureza.
atividades tem o elemento artístico como base e através desse elemento
procura-se desenvolver o conhecimento que vai atuar no pensar do aluno de
forma geral, estimulando seu amor ao próximo e respeito pela natureza.
O conteúdo de cada ano é adequado a idade dos alunos.
O currículo proporciona ao aluno uma visão ampla das matérias, além de
possibilitar a aquisição de conhecimentos gerais e preparar o jovem para o
exercício da cidadania.
possibilitar a aquisição de conhecimentos gerais e preparar o jovem para o
exercício da cidadania.
Apresentações regulares de música, euritmia e dramatizações fazem parte
do currículo. Estas atividades culminam com a encenação pela classe do 8º
ano de uma peça de teatro a toda comunidade escolar.
do currículo. Estas atividades culminam com a encenação pela classe do 8º
ano de uma peça de teatro a toda comunidade escolar.
Viagens de estudo completam o conteúdo teórico das diversas matérias.
Ensino médio (O mundo é verdadeiro)
Nossa proposta pedagógica visa proporcionar ao jovem uma formação
integral, desenvolvendo nele um pensar objetivo, uma concepção
verdadeira do mundo, que o prepare para vida.
integral, desenvolvendo nele um pensar objetivo, uma concepção
verdadeira do mundo, que o prepare para vida.
Além das matérias do currículo oficial, dá- se grande ênfase as atividades
artísticas, bem como às que integram o aluno no mundo moderno
– informática e tecnologia. Esses trabalhos já apontam para uma
especialização que pode abrir caminhos para uma futura atividade
profissional.
artísticas, bem como às que integram o aluno no mundo moderno
– informática e tecnologia. Esses trabalhos já apontam para uma
especialização que pode abrir caminhos para uma futura atividade
profissional.
Em todos os anos também são realizadas viagens de aprofundamento de
estudo e no 12º ano os alunos apresentam seu “trabalho anual”.
estudo e no 12º ano os alunos apresentam seu “trabalho anual”.
Texto extraído do livro "Criança Querida" de Renate Keller Ignacio
"Quanto menor é a criança, menos ela obedece ao adulto. Podemos dizer mil vezes a uma criança: “Faça isto, fique quieta, faça aquilo”, e é como se nada tivéssemos dito. A criança pequena não age porque nós mandamos, porque quer ser uma menina “boazinha”, mas de forma totalmente impulsiva, inconsciente. Conforme as forças formativas estão trabalhando em seu interior, num movimento rítmico, a criança age para fora, ora pulando, ora deitando no chão, ora juntando pedrinhas no bolso e, na mesma hora já despejando tudo no chão. “Não faça isso, filhinha!” “Pare de pular, Joãozinho!” Os adultos gritam, muitas vezes irritados com essa atividade constante e com sua impotência em comandar os pequeninos como querem. O fato é que as crianças não tem capacidade de compreender o porquê do permitido e do proibido.
Mas, como é que nós podemos trazer ordem a esse caos? Que podemos fazer para que as crianças arrumem seus brinquedos, ou façam uma roda, ou entrem em casa depois de brincar lá fora? A palavra mágica é “imitação”. Nada podemos conseguir com as crianças pequenas, principalmente com as menores de quatro anos, senão dando o exemplo, fazendo antes para que a criança possa nos imitar. Se eu pegar um pauzinho e colocá-lo na cesta, a criança que está ao meu lado vai imitar este gesto imediatamente. Se eu ainda acompanhar esses gestos com músicas ou versos rítmicos, então a criança vai imitar-me com mais prazer.
Com as crianças acima de três ou quatro anos, já podemos conversar de maneira diferente. Uma pequena parte daquela força formativa, que permeava por inteiro o corpo da criança antes dos três anos, libertou-se do físico e vive agora em sua alma, como fantasia infantil.
Nessa idade, de três a cinco anos, a criança brinca realmente, mas sem persistir muito tempo na mesma brincadeira. Seu brincar é leve, dançando, transformando tudo. Um pauzinho pode ser uma boneca que ela abraça carinhosamente; logo depois, já joga no chão porque viu outra coisa mais interessante: uma casca de coco que lhe serve de chapéu; ela é soldado e anda contando, marchando pela sala. Quando tira o coco da cabeça, ela acha pedrinhas que põe em sua panelinha, para fazer comida para seus filhinhos, e assim por diante.
A fantasia da criança não conhece limites, pinta um quadro atrás do outro, conta uma história atrás da outra. Se quisermos conversar com uma criança desta idade, temos de entrar no seu mundo movimentado. E isso às vezes é muito difícil, pois nossa cabeça já está dura, não temos idéias. Perto da fantasia das crianças, nossas idéias parecem uma pedra cinzenta ao lado de uma borboleta. Mas, se quisermos trabalhar com crianças dessa idade, temos de pôr nossa cabeça em movimento, temos de desenvolver nossa fantasia. Os melhores professores para isso são as próprias crianças.
Por exemplo: um grupo de crianças montou uma gruta no meio da floresta, com galhos de árvores e pedras. No meio da floresta, as crianças puseram muitos bichinhos de madeira, e na gruta, esconderam os anões. Chegou a hora de arrumar. Então, em vez de dizermos: “Crianças, vamos arrumar, esta na hora”, vamos falar assim: “Você, Pedro, é o pastor que leva todos os animais para o estábulo. Já está de noite, eles precisam ir embora para descansar. E os anões já trabalharam muito dentro da montanha, vamos levá-los para sua casa. Agora, temos que chamar um lenhador. Você, José, quer ser o lenhador que põe toda essa madeira no seu caminhão?” E assim, sem interromper a brincadeira das crianças, podemos levá-las a fazer aquilo que precisa ser feito para seguir o ritmo do dia, neste caso, arrumar. ”
Outra fonte de imagens são os contos de fada: eles não descrevem acontecimentos reais, mas são imagens que espelham o que se passa dentro da alma humana. O príncipe e a princesa, o lenhador, a madrasta, o caçador, o soldado são imagens para qualidades de nossa alma. Todas as pessoas tem dentro de si uma princesa, e todos conhecem também o dragão, aquela força escura, explosiva, descontrolada, inconsciente, que ás vezes ameaça devorar a princesa, nosso ideal mais puro, mais íntimo. Também conhecemos o que significa perder-se na floresta e não achar o caminho de casa. As crianças compreendem estas imagens de uma forma direta. Elas vivem em imagens. Podemos, então, dizer para um menino que chuta, bate, esperneia descontroladamente: “Pedro, segure as rédeas, seu cavalo está disparando. Você precisa aprender a ser um bom cavaleiro”. Esta imagem vai tocá-lo muito mais profundamente do que se eu disser simplesmente: “Pare com isto! Bater é feio!”
Fonte: texto extraído do livro "Criança Querida" de Renate Keller Ignacio
Antroposofia da Atualidade
A antroposofia quanto à sua forma apresenta-se tal qual técnica mediativa no sentido de transformar e desenvolver qualidades inerentes à alma para aquisição de conhecimento de sua própria essencialidade e do espírito. Preencher interiormente a vida anímica com atividade, elaborar no empreendimento de força representações mentais que preenchem por completo a vida anímica num período curto e limitado de tempo, entregar toda a sua anímica a um conteúdo pensamental simples, determina inicialmente essa atividade meditativa. Trata-se de um repousar da vida anímica em determinado conteúdo de pensamento por tempo limitado, repetidas vezes, no decorrer de meses. Não importa o conteúdo elaborado na alma, importante é o comprometimento de força e o exercitar e manter o pensamento presente no foco da concentração. No decorrer do tempo percebe-se o desenvolvimento de determinada vitalidade no pensar elaborado na alma, flui para dentro do contexto anímico da representação mental ativa, força vital. Eis que se dá o primeiro “portal do conhecimento” ao mundo espiritual.



